Comida de Rua na Palestina

Sempre gostei de viajar e um dos lugares que sempre tive vontade de conhecer era a Palestina; eis que as pegadinhas da vida me levam a passar 5 dias em Belém a trabalho; antes que algum engraçadinho pense em fazer a piada: não, eu não fui ao Pará, mas sim a um lugar maravilhoso com uma comida melhor ainda.

Fui instruído pela recepcionista do hotel a experimentar o famoso restaurante do hotel onde ficava, que se vangloriava de ter a melhor cozinha internacional da Palestina. E eu lá ia experimentar comida internacional num lugar desses?

“When traveling, always eat like a local”. Com essas palavras de Anthony Bourdain (lembram dele?) na cabeça, lá fui eu ao centro do comércio da cidade, perto da Praça da Natividade, onde a Igreja de mesmo nome abriga o local onde Jesus teria nascido.

Logo vi uma pessoa fritando algo em uma barraquinha suspeita – perfeito! E o meu primeiro encontro com a culinária local foi um dos meus favoritos: falafel.

Não tem o camarão seco, mas a pimenta é boa!

Uma massa de grão-de-bico frita, muito similar a um acarajé árabe, é colocada em um pão sírio recheado de pepino, tomate, cebola e molho de tahine: saudável, delicioso e barato (7 shekels ou R$3,50).

Após virar a cidade de cima a baixo à pé, com suas lojas de artigos religiosos e produtos locais, inevitavelmente a fome bateu de novo. A única diferença é que percebi que estava completamente perdido – à noite -na cidade…

Minha salvação foi um simpático vendedor de kebabs que, dirigindo o seu carrinho, me salvou com o caminho de volta para o hotel e um dos melhores sanduíches que eu já comi. Carne de carneiro moída e temperada assada em um espeto, acompanhada de picles picante num pão. Não dá para ficar melhor do que isso.

Melhor comida de rua da minha vida!

Ledo engano. No dia seguinte o motorista de táxi recomendou um lugar para comer shawarma – para os que não sabem o que é isso: churrasquinho grego, para os íntimos.

Mas há uma grande diferença entre um shawarma e um churrasquinho grego. Ao passo que a versão brasileira é geralmente carne de origem suspeita ressecada e colocada num pão francês duro com vinagrete (e um suquinho de graça), a versão árabe é carneiro temperado com uma variedade de acompanhamentos sensacionais num pão-folha, recém-saído do forno. Não dá pra comparar, né?

"Um número 1 com coca, por favor..."

E para arrematar, todas essas comidas maravilhosas foram acompanhadas pela Taybeh, a única cerveja feita na Palestina. (antes que você pergunte, não se esqueça que há uma grande comunidade cristã na Palestina; os muçulmanos não bebem isso!)

Desbancou muita cerveja brasileira boa...

Um grande abraço!

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