Após um período de férias, o Amigos do Garfo está de volta!
E houve um bom motivo para minha ausência; nas duas últimas semanas do ano, estive viajando e – obviamente – experimentando um monte de comidas diferentes… E o primeiro post de 2010 é sobre uma dessas viagens: DINAMARCA.
Passei sete dias em Copenhague, porém o tempo agradável (-5ºC) e o fato de que estava trabalhando não me permitiram conhecer muita coisa, mas tive a chance de conhecer alguns pratos típicos de lá…
A melhor novidade foi o smørrebrød (literalmente “pão com manteiga”), um tipo de sanduíche aberto. Mas aí você pensa: “Pô, o cara viaja e ele me vem falar de sanduíche?”. Mas não estamos falando de um sanduíche qualquer; antes de mais nada, é um sanduíche aberto (sem a fatia de cima do pão); depois, o pão é MUITO bom (pensa no melhor pão preto ou de centeio que você já comeu); finalmente, os recheios são maravilhosos e abundantes – sem falar numa manteiga de respeito. Apenas para dar alguns exemplos:
- Rosbife, molho de raiz forte, picles e cebola crocante;
- Maionese fresca e camarões;
- Peixe frito, maionese de endro e caviar;
- Salada de batata e torresmo (!)
E o melhor de tudo é que o smørrebrød é extremamente barato. Cada sanduíche desses custa em média 15 coroas (cerca de 5 reais) e você não conseguirá comer mais do que dois! E você consegue comprá-los quase em qualquer lugar, é realmente uma comida de rua…
Além disso, tive a oportunidade de dar uma escapadinha num domingo para Malmö, uma cidade na Suécia a uns 40 km de Copenhague, para experimentar uma comida lendária: almôndegas suecas.
Para os que não entendem porque almôndegas suecas possuiriam caráter lendário, eu vos digo: Vocês não tiveram infância. (Só perdoo quem tiver menos que 25 anos!)
Falando sério agora: as almôndegas suecas são realmente diferentes. Carne de vaca e porco são misturadas com farinha de rosca, temperos e leite, criando algo mais compacto e saboroso do que o que você vê na sua macarronada.
A maneira de servir é diferente também: elas são fritas e servidas com purê de batatas e molho doce de lingonberry, uma frutinha parente do cranberry, que surpreendentemente combina muito bem com as köttbullar (é assim que os suecos chamam as almôndegas), talvez por não ser muito doce. E, para variar, não fui a um restaurante experimenta-las, mas numa banquinha de rua!
E para beber, muita cerveja. As cervejas na Dinamarca são muito boas e baratas (geralmente mais baratas que refrigerante), sendo que duas se destacam: a Carlsberg (que é até conhecida por aqui) e a Tuborg, que eu nunca tinha ouvido falar, mas me surpreendeu com a Julebryg, uma “cerveja de natal” altamente viciante feita com alcaçuz…
Em suma, a viagem foi incrível e a comida, melhor ainda. E fica aqui o convite: comentem sobre outras “comidas de rua” ao redor do mundo, pois alguns posts sobre elas aparecerão por aqui.
Por enquanto é só. Um grande abraço!



